Entrevista: Fluvia Lacerda modelo plus size do ano em NY

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Neste artigo Brasileira receberá título de modelo plus size do ano em NY falamos sobre a premiação que a Modelo plus size Fluvia Lacerda recebeu neste último sábado(18).

A revista época fez uma entrevista com ela para saber sobre esta experiência e obter mais informações sobre a sua carreira. Vamos acompanhar …

ÉPOCA – Você é hoje considerada a principal modelo Plus Size do mundo. Como começou?
Fluvia – Eu estava no ônibus, indo para casa, em Nova York, e uma produtora de moda de uma revista se aproximou e perguntou se eu já tinha considerado a ideia de fotografar. Meu choque inicial foi porque não sabia que existia um mercado como esse. Não tinha experiência, não sabia como era. Fiquei assustada, nunca imaginei que pudesse ser modelo. Mas isso foi logo de início, depois foi tudo tranquilo. Nunca tive problema com a minha aparência.

ÉPOCA – As pessoas acham que, para ser modelo, basta ser magra. No mercado Plus Size, qualquer gordinha pode ser modelo, então?
Fluvia – Não. Existem algumas exigências. São as mesmas exigências de uma modelo magra, de altura, proporção, de você estar com tudo durinho. Não é só porque você é gordinha que pode ser modelo. Tem que ter fotogenia. Muita mulher é bonita, mas não fotografa bem. O contrário também acontece, uma mulher que, na rua, você não diria que é bonita, fotografa super bem.

ÉPOCA – Precisa malhar?
Fluvia – Com certeza. Faço Yoga, Pilates, meu meio de transporte em Nova York é a bicicleta. Sempre fui muito ativa, não consigo ficar parada sem fazer nada.


ÉPOCA – Você é considerada a Gisele Bündchen do Plus Size, como vê isso?
Fluvia – Eu me sinto muito lisonjeada. Acho que isso vem muito do fato de a mulher brasileira ser sexy por natureza. A Gisele trouxe isso. Como sou a única brasileira trabalhando com o Pluz Size aqui fora, é natural a comparação.

ÉPOCA – Aqui no Brasil, ainda não dá para viver disso, dizem as poucas modelos do segmento. Aí, é possível?
Fluvia – Sim, eu vivo do que eu faço. Três meses depois que eu assinei meu primeiro contrato, não parei mais. No Brasil, ainda é complicado, não existem muitas marcas para esse mercado.

ÉPOCA – A Gisele faturou, no ano passado, US$ 45 milhões. Uma modelo Plus Size chega a isso aí em Nova York?
Fluvia – Não posso falar pelas outras. Mas ganho muito bem, comprei meu apartamento e vivo bem.

ÉPOCA – Vocês chegam à marca do milhão?
Fluvia – Perto…

ÉPOCA – As grifes mais tradicionais aceitam as modelos Plus Size?
Fluvia – O mercado aqui fora está estabelecido há algum tempo. Na Europa e aqui nos EUA, as revistas, as marcas já aceitam algo que é inevitável. É uma exigência do povo, da população feminina no mundo inteiro. As mulheres estão cansadas de idéias que não correspondem ao dia a dia. As mulheres querem se ver refletidas, querem se sentir bonitas e ver uma pessoa que reflete o biotipo delas. Por isso, acho que o mercado expandiu muito. Marc Jacobs, por exemplo, já cria roupas Plus Size. O tamanho 30, 32, até o 29, tamanho de uma criança, não corresponde à realidade das mulheres, ninguém entra numa calça 29!

ÉPOCA – Ainda assim, existe preconceito dessas marcas maiores?
Fluvia – Acho que sempre vai existir, porque tudo um reflexo de como as pessoas que dirigem essas marcas pensam. Muita gente tem repugnância e pânico de engordar e isso se reflete no trabalho delas da forma mais negativa possível, no sentido de eles não aceitarem que essa não é a realidade da população. Esse tipo de barreira aqui fora já não existe tanto, porque as marcas já perceberam que é preciso mudar. Não quer dizer que todos gostem. Mas isso é um negócio e todo mundo precisa de dinheiro.

ÉPOCA – O que você acha que essa sua premiação representa para as gordinhas?
Fluvia – O que representa eu não sei, mas eu espero é que dê bastante orgulho a elas e que realmente traga a mensagem que o tamanho da sua calça jeans, o seu manequim, não definem quem você é como pessoa. É importante você ser feliz como pessoa. Sua aparência física não pode te impedir de nada. Eu jamais imaginei que minha vida tomasse o rumo que acabou tomando. Se eu fosse determinar minha vida pelo fato de ser gordinha, se eu tivesse me limitado, achasse que não pudesse ser feliz, que não pudesse ter um relacionamento, porque sou gordinha, não teria feito nada.

ÉPOCA – A São Paulo Fashion Week está acontecendo essa semana aqui no Brasil. Você já desfilou na semana de São Paulo?
Fluvia – Nunca tive a oportunidade, mas gostaria muito.

ÉPOCA – O pessoal não convida?
Fluvia – Olha, na verdade, esse mercado só surgiu no Brasil depois que eu voltei e comecei a reclamar. Eu já tinha carreira lá fora e quando vim, vi que não existiam lugares onde comprar uma roupa bonita, como aqui fora. Desde 2007 quando fui ao Brasil, o mercado começou a expandir, mas ainda está na infância. Faltam marcas pra gente modelar. O Brasil é muito preconceituoso em relação a muitas coisas. Em relação às gordinhas, principalmente. Tenho um número grande de histórias de norte a sul do país, que recebo por e-mail. A começar pela numeração, que nunca é uniforme. Duas lojas, num mesmo shopping, têm uma mesma numeração em tamanhos completamente diferentes. Não há uma padronização exigida pelo governo. Começa por aí o problema. Acho uma falta de visão de negócio.

ÉPOCA – Fluvia, estamos falando aqui de tamanhos, quanto você tem de altura e peso?
Fluvia – 1,72 metro, mas não me peso. Pra mim, peso é um número. Tenho um acordo com meu médico de que, se meu exame anual de sangue sair perfeito, sem problemas, não me peso. Meu médico sempre diz que sou uma das pacientes mais saudáveis que ele tem.

Entrevista de BRUNO SEGADILHA NEVES Fonte aqui

7 Responses to Entrevista: Fluvia Lacerda modelo plus size do ano em NY

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  2. Gracielle disse:
    Bom,eu particularmente adoro a Flúvia acho ela muito linda e feliz,mas como elaq disse aqui no brasil é muito complicado o mercado de roupas para o nosso tamanho eu acho que deveria ser difrente pq uma mulher magra pode andar tão bem vestida e as gordinhas por mais que andem lindas tambÊm demoram tanto para encontrar uma loja onde as poupas bonitas são de acordo com os manequins delas?
    Brasil e o preconceito andam lado a lado,mas queremos mudanças……Já
  3. Michele Almeida disse:
    Bom dia, como faço para me tornar uma modelo plus size??
  4. Alessandra Santos Wulf disse:
    Oi, meu nome é Alessandra, tenho 17 anos e medidas plus size (hehe); quero ser modelo plus já faz um tempo, pois sei que tenho potencial, mas não consigo ninguém que possa me ajudar. Em abril, uma mulher me procurou para fazer um trabalho, para representar umas lojas em Caxias do Sul-RS (Brasil), mas ela estava somente me inrrolando para conseguir fotos minhas nua e, acabei desanimando um pouco, pois não sabia o que ela poderia fazer com as fotos, fiquei com medo e desisti na hora… Queria saber se alguém, que se interessasse por mim, pudesse manter contato; eu poderia mandar minhas fotos e conversaríamos um pouco mais a respeito do assunto. Agradeço desde já.
  5. Andressa disse:
    Essa mulher é lindaaaaaa sou fãdela, adoro as fotos dos modelitos que ela usa eu me inspiro.
  6. Gostaria muito de ter uma oportunidade sou comunicativa, carismática e mesmo sendo gordinha me acho linda…
  7. Franciele Ferreira Sá disse:
    Oi tudo bem? Como outras garotas perguntaram, alguém sabe de alguma agência q contrata mulheres para serem modelos Plus Size? Agradeço se alguém souber.

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